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Empreendedorismo

Você já ouviu falar nas 5 forças competitivas de Porter?

30 de setembro de 2019
5 forças competitivas de Porter
Tempo de leitura: 4 minutos

Quando gerenciamos um negócio, uma das ações mais importantes é avaliar em qual posição ele está no mercado e os riscos que ele corre, devido à concorrência. Um método eficiente de ter uma resposta nesse sentido é por meio das 5 forças competitivas de Porter.

Tal estratégia foi concebida em 1979, por Michael Porter, um dos mais influentes pensadores quando o assunto é administração de empresas. O modelo busca deixar o negócio mais competitivo a partir da análise dos players adversários.

Compreender o posicionamento da empresa ajuda o gestor a tomar decisões mais inteligentes. Por exemplo: será que aumentar o preço dos produtos pode ser efetivo para o lucro? Ou: será que podemos inovar os serviços oferecidos? Ou, ainda: será que devemos expandir a empresa?

Continue a leitura, entenda cada uma dessas forças competitivas de Porter e descubra como aplicá-las no negócio, para torná-lo sempre atrativo!

1. Rivalidade entre concorrentes

A primeira delas analisa o grau de competição existente, ao medir a postura da concorrência. Algumas perguntas que ajudam a dar uma resposta, são:

  • quantos adversários existem na minha área?
  • como esses competidores atuam: utilizam o preço, ou preferem outros diferenciais para se sobressaírem?
  • o quanto esses concorrentes são admirados pelos clientes?
  • como buscar uma diferenciação deles?

A ideia é entender quem são esses rivais. Isso porque, em um mercado bastante saturado, o nosso poder diminui, o que nos traz consequências, como: margem de lucro apertada, necessidade de busca mais agressiva por consumidores, necessidade de novas estratégias de se evidenciar.

Por exemplo, ao vender mercadorias pela internet e perceber que existem dezenas de outros lojistas oferecendo produtos semelhantes, é preciso pensar em como você poderia destacar sua marca.

2. Poder de barganha dos fornecedores

Não só os concorrentes, mas também os fornecedores influenciam as decisões de um negócio. Eles podem ser ótimos parceiros, ao ajudar a deixar a mercadoria final ainda mais exclusiva, ou dificultar a negociação, quando vendem os mesmos itens para a concorrência.

A ideia aqui é entender o quanto sua empresa está nas mãos dos fornecedores. Algumas vezes, mercadorias únicas e diferenciadas, apesar de não contarem com muitos concorrentes, precisam superar o desafio de não terem muitas escolhas quanto aos fornecedores.

Perguntas que podem ser feitas, são:

  • qual a quantidade de fornecedores para suprir minha empresa?
  • eles são muito diferentes entre si — tem algum que, por exemplo, conta com uma qualidade incomparável?
  • terei muitos custos ao mudar de fornecedor?

Assim, caso a quantidade de fornecedores seja baixa, sua empresa tem menos controle sobre eles. Na situação contrária, como você tem mais escolhas, seu poder é maior. Isso significa que você consegue encontrar aquele que entrega boas mercadorias por um preço adequado e não precisa se sujeitar às regras deles.

3. Poder de barganha dos clientes

Seguindo o mesmo princípio, os clientes também entram nessa equação. Essa força parte do princípio de que, quanto mais concorrentes você tiver, mais os clientes conseguem controlar seu processo de venda. Com isso, será preciso buscar alternativas para que vejam sua marca de uma forma mais especial.

O poder de barganha dos clientes diz respeito à capacidade que eles têm de tentar negociar condições e pagamentos mais especiais, a fim de que se decidam por fechar o contrato de um serviço, por exemplo.

Na lógica, se sua empresa consegue fornecer produtos únicos e tem muitos clientes, o poder de negociação deles é mais baixo. Com isso, você dita as regras do jogo. Porém, ao existirem muitos negócios com serviços parecidos, os consumidores ganham mais controle.

A transformação digital influenciou bastante o mercado, também, nesse sentido, já que agora os usuários contam com diversas opções. Algumas perguntas a serem feitas são:

  • qual a proporção de consumidores para os meus produtos e os dos meus concorrentes?
  • como o ticket médio dos meus consumidores influencia nas aquisições?
  • qual o nível de uso das mídias sociais pelos meus clientes — eles têm algum poder de expressar opiniões e mudar a visão de outras pessoas em relação à minha marca?

4. Ameaça de novos concorrentes

Dependendo do segmento do mercado, ele facilita a entrada de novos players mercados, que chegam com ideias diferenciadoras e se tornam mais uma barreira para superarmos. Quem trabalha com e-commerces, por exemplo, precisa ficar de olho nesses novos adversários, que contam com as vantagens e praticidades trazidas com a transformação digital.

Por outro lado, competir no mercado de Internet das Coisas ainda é um pouco complicado, já que é preciso muito investimento. Como concorrer é mais difícil, isso tranquiliza um pouco quem atua no setor.

Você pode ter uma noção da sua situação, ao analisar o seguinte:

  • existe muita burocracia, ou há muitas leis para serem cumpridas?
  • o custo inicial do negócio é acessível ou um fator de restrição?

Na hipótese de ser um segmento de fácil acesso, a empresa precisará de estratégias constantes para reter clientes.

5. Ameaça de novos produtos ou serviços

Nem sempre a ameaça vem de um novo player, mas sim de uma novidade apresentada por um concorrente já existente. Dependendo do novo produto, ele torna nossa solução ultrapassada, obrigando-nos a inovar também.

Isso é comum acontecer em serviços que podem contar com a ajuda da tecnologia, já que é algo em constante transformação. Empresas digitais, por exemplo, precisam lidar com esses desafios e estarem antenadas quanto a modernizações no mercado.

Mas também é preciso levar em conta que, com tantas mudanças, dificilmente uma ideia é revolucionária para sempre. É necessário estar sempre se transformando e se adaptando, para ser competitivo.

Para avaliar sua situação a respeito desse quesito, você pode se perguntar:

  • meu produto necessita de muitos pontos de melhoria?
  • existe algum projeto ou protótipo que venha a ser um concorrente forte para meu produto?
  • os usuários conseguem encontrar outras opções para os mesmos serviços que eu ofereço?

Assim, a partir da análise das 5 forças competitivas de Porter, é possível ter mais conhecimentos sobre o ambiente em que atuamos, para que nossas decisões sejam mais inteligentes. Além disso, ao prevermos ameaças, podemos agir antecipadamente, diminuindo o impacto que elas causariam.

Pronto para analisar o ambiente do seu negócio? Que tal, também, entender como mapear os concorrentes, a fim de deixar seu planejamento ainda mais estratégico?

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